Dezenas de peixes mortos foram encontrados boiando na superfície da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, nos últimos dias. O incidente mobilizou equipes da Prefeitura de BH, que atuam no recolhimento dos animais, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente apura as causas da alta mortalidade.
Hipóteses investigadas
Entre as principais linhas de investigação conduzidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente estão a ocorrência de um fenômeno natural e a possibilidade de interferência humana no ecossistema local:
- Inversão térmica: O fenômeno pode ser desencadeado por mudanças bruscas de temperatura, chuvas intensas e ventos fortes. Ele provoca a mistura das camadas mais profundas da água — que apresentam menor concentração de oxigênio — com a superfície, resultando na diminuição drástica do oxigênio disponível para os peixes.
- Despejo irregular de resíduos: Em atuação conjunta com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a pasta também apura se houve o lançamento inadequado de poluentes nos córregos que abastecem e deságuam na lagoa, com base em dados de monitoramento da qualidade da água.
As equipes da administração municipal seguem monitorando o local para realizar a retirada dos animais, analisar possíveis alterações físico-químicas na água e definir as medidas necessárias para preservar a fauna e o ecossistema da Lagoa da Pampulha.
Fonte original: BHAZ











