A curiosidade de uma família de corujas-buraqueiras com uma câmera rendeu imagens que chamaram a atenção de internautas. O registro foi realizado por Adilson Soares Pinto, de 38 anos, em uma área de pastagem localizada no bairro Jardim Califórnia, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais.
Adilson relatou que já vinha observando as aves, que habitam um terreno próximo à sua residência. A ideia de filmar o grupo surgiu após adquirir uma câmera GoPro, equipamento que permite gravações prolongadas e pode ser posicionado de maneira discreta em comparação a um telefone celular.
“Eu passei por lá, vi que tinha um alvoroço, mais de cinco corujas. Aí eu falei: 'vou pôr a câmera lá para ver, às vezes capta alguma imagem legal'”, relatou.
Como foi feita a gravação
Para evitar assustar os animais, Adilson posicionou a câmera nas proximidades da toca e distanciou-se cerca de 100 metros. Após aproximadamente 15 minutos, as aves começaram a deixar o refúgio subterrâneo. O resultado da captura só foi conhecido quando o material foi transferido para o celular.
A gravação detalha o comportamento inquisitivo das corujas ao perceberem o objeto estranho no ambiente:
- Primeira aparição: Um filhote é o primeiro a sair do buraco, observando o equipamento com atenção e girando o pescoço em vários ângulos para tentar compreendê-lo.
- Aproximação da família: Na sequência, uma ave adulta e outros filhotes se aproximam. Um deles abre as asas e encara a lente fixamente.
No total, um exemplar adulto e cinco filhotes reuniram-se para inspecionar o objeto. Segundo o autor do vídeo, a família de corujas ainda conta com mais um adulto e outro filhote que não apareceram no registro.
O material gerado alcançou repercussão expressiva nas redes sociais, acumulando milhares de visualizações, superando as expectativas iniciais de Adilson.
Fotografia como hobby
O flagrante das corujas integra uma série de registros feitos por Adilson durante sua rotina de trabalho com limpeza de piscinas em Pouso Alegre. O hobista utiliza celular, câmera de ação e drone para fotografar animais, flores, paisagens e aspectos urbanos, compartilhando os resultados em uma página dedicada ao tema na internet.
Atento à vida selvagem local, ele já conseguiu documentar cenas como um ouriço caminhando sobre um fio de energia, além de gaviões, tucanos e seriemas.
O interesse pela produção de imagens começou na adolescência, culminando na compra de sua primeira câmera em 2012 e na posterior expansão de seus equipamentos. Apesar dos riscos envolvidos, como a possibilidade de danificar os dispositivos caso as aves derrubassem o aparelho na toca, ele avalia que o resultado compensa os riscos assumidos.
Fonte original: G1











