O mês de outubro encerrou com o Ibovespa registrando sua pior queda mensal desde 2022, acumulando um recuo de 9,88%. O índice, que havia atingido uma máxima histórica acima dos 209 mil pontos no início do mês, encerrou as negociações abaixo dos 168 mil pontos.
A virada de cenário ocorreu após o segundo turno das eleições presidenciais. O mercado financeiro, que projetava uma alternância de poder e um forte corte de gastos públicos, foi surpreendido pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Como reação imediata, houve uma rotação setorial expressiva no mercado. Diante das perspectivas de incerteza fiscal, com a cotação do dólar a R$ 5,44 e a expectativa de manutenção de juros altos por um período prolongado, as empresas voltadas ao consumo interno sofreram fortes baixas. Ações de companhias como o Magazine Luiza despencaram mais de 58%, enquanto os papéis do Banco Central perderam quase 30% em uma única sessão.
Em contrapartida, empresas exportadoras e dolarizadas serviram como porto seguro para os investidores, destacando-se positivamente companhias como Suzano, Embraer e Petrobras.
Para o mês de novembro, analistas e estrategistas apontam que a recuperação do mercado dependerá da apresentação de medidas fiscais concretas, da definição oficial da equipe econômica e dos próximos direcionamentos do Comitê de Política Monetária (Copom), visto que impactos decorrentes de choques eleitorais costumam levar meses para serem totalmente absorvidos e precificados pelos ativos.
Fonte original: the news











